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domingo, 16 de outubro de 2011

Quando.

Chega uma hora em que a dor deixa de ser bonita. E então mergulhar em si é só encarar o nada. E bater com força no peito esperando que além da tosse, saia o caldo escuro de lama e piche que forma o vão dentro da gente.
Chega uma hora em que a dor deixa de ser bonita e se rasgar por dentro deixa de adiantar.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Veja só que coisa.

Estou oficialmente me retirando da disputa do "Cadê o Daniel?". Que engraçado, não?

Eu até tenho vários rabiscos desse texto. Mas eu não, sabe... Meio que perdi a vontade.

Talvez eu até poste ele aqui algum dia. Mas agora não. Porque eu não quero. :)


Parabéns pro Zé!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Há de se aparecer e escrever para mostrar que se está viva.





Idéia de gaveta. Quem quer?




O que será que passa dentro? Por que o mundo do outro é tão indefinível e estranho? Quem é que te define como razão de ser e existir e vai existir tão longe de você? Ou será que nada nunca realmente existiu?
Atravessar a rua. E andar. Andar mais. E mais. E mais. E mais. E mais. E andar até que andar não seja mais a tarefa, porque não se percebe mais o que faz, de tanto que se fez. Quando não sentir mais as pernas, pense. E pense. E pense. E pense. E quem sabe dá certo.
Eu quero tanto gritar que não adianta o meu. Tenho que pegar o grito dos outros. Todos os gritos de todos os mundos. Porque dentro de mim só tem vontade, mas não acho a voz.

domingo, 17 de outubro de 2010

Já.






Troca o talento que tem pela felicidade certa que busca. Cada um quer o que quer, sem parar para discutir se é o certo ou não - a competição é dura e os velozes conseguem primeiro. Se há certeza? Há certeza de que não há tempo!

Eu procuro começos sonoros.

Se alguém tentar escalar o mar tão alto e nadar por montanhas azuis, deixando para trás mãos que o seguram, noções de grandeza, pés no chão, planos de outros, barrigas por crescer e a população periférica da vida que levava (sem permitir aderências da nova vida que quer levar), quem estará do outro lado do impossível conquistado para dar-lhe o abraço congratulatório?

O grande presente é o agora.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pode Ser Azul.



“Por que você não sobe no céu de para quedas e abre uma nuvem?”
Um menino de seis anos olhou para o cordão com um pingente em forma de chave que ela carregava no pescoço e disse.
Porque era a chave do céu. E, se dá para abrir o céu, a gente vai até lá e abre.
Porque esses momentos são necessários. Esses em que a gente, que se acha mais alto, percebe como é mais baixo.
E porque aos seis anos tudo é poesia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Só vale pra um.

E então me vem um dizendo que tenta conhecer Deus. Escreve para ele e tudo. Mas Deus não responde.
- Daniel, você tem colhido poucas flores.
E, sempre que possível, volte para o banho de chuva.


(Ouvindo: The Kids Don’t Stand A Chance, Vampire Weekend.)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

C.L.A.

Notícia inutilmente relevante: resolvi começar a ser eu.
Motivo simples: a (esmagadora) maioria dos que acompanham o blog sabe que não respondo oficialmente pela alcunha de Isabella Gispert. Quanto aos que não tem contato comigo enquanto corpo, ao lerem o que escrevo já conhecem mais de mim do que... muitos. Portanto, não vejo mais por que não assinar com o nome que meus honrados progenitores tiveram tanto cuidado em escolher.
Então a partir de hoje - como está registrado na Quinta Circunscrição do Registro Civil das Pessoas Naturais por Marcilio de Abreu, tendo como testemunhas Diana Leitão e Eliana Leitão - sou Clara Leitão Abreu, prazer.
E espero me sentir melhor sendo puramente eu e eu só, porque inevitavelmente o sou.


Engraçado. Choca mais ver meu nome embaixo de idéias minhas do que um apelido qualquer.